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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta terça-feira (7) levantamento que estima queda de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caso a jornada de trabalho seja reduzida de 44 para 40 horas semanais. O percentual equivale a uma perda de R$ 76,9 bilhões para a economia do país, de um total estimado em cerca de R$ 13 trilhões em 2026.
O cálculo foi elaborado com base em um modelo de Equilíbrio Geral Computável, metodologia que utiliza equações matemáticas para descrever as relações entre os agentes econômicos e estimar os efeitos de mudanças estruturais sobre preços, produção e emprego.
Na avaliação da CNI, a indústria seria o setor mais afetado pela mudança. A confederação projeta queda de 1,2% no PIB industrial, o equivalente a R$ 25,4 bilhões. O impacto, segundo a entidade, não viria apenas da redução das horas trabalhadas, mas também da alta generalizada de custos, que pressionaria os preços e reduziria a competitividade do produto nacional.
Na sequência, a confederação aponta o comércio como o segundo setor mais impactado, com recuo estimado de 0,9% no PIB setorial, equivalente a R$ 11,1 bilhões. Serviços registrariam queda de 0,8%, com perda de R$ 43,5 bilhões. Agropecuária e construção civil apareceriam com impactos menores: 0,4% e 0,3%, correspondentes a R$ 2,3 bilhões e R$ 921,8 milhões, respectivamente.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, alertou que a queda projetada de 1,2% no PIB industrial pode acelerar o processo de desindustrialização e contaminar toda a cadeia produtiva. Para a confederação, o encarecimento do trabalho gerado pela redução da jornada levaria à perda de participação da indústria brasileira tanto no mercado doméstico quanto no exterior, por meio de queda nas exportações e aumento das importações.
A CNI havia divulgado na quarta-feira (1º) que os preços ao consumidor poderiam subir em média 6,2% como consequência da medida. Produtos de supermercado teriam alta de 5,7%, itens agropecuários de cerca de 4%, industrializados de 6% em média e roupas e calçados de até 6,6%.
A confederação acompanha os projetos em tramitação no Legislativo sobre o tema e defende que propostas de grande alcance não sejam aprovadas sob pressão do calendário eleitoral. Para Alban, o debate precisa ser conduzido com rigor técnico e distância das disputas políticas de curto prazo.
“A discussão da redução de jornada é legítima, mas qualquer decisão dessa dimensão deve levar em conta a avaliação de impacto e seus efeitos econômicos. A produtividade no Brasil ainda está muito aquém de países semelhantes e há escassez de mão de obra. Por isso, ainda não é hora de alterar a jornada de trabalho”, afirmou Alban.
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