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BC (Banco Central) e Fed (Federal Reserve) decidem nesta quarta-feira (29) o rumo dos juros no Brasil e nos Estados Unidos, em meio às incertezas com a guerra no Oriente Médio.
A expectativa do mercado é de uma manutenção na taxa de juros norte-americanos no patamar de 3,5% e 3,75%. Enquanto no Brasil, as projeções indicam que Selic pode ser cortada em 0,25, rebaixando os juros a 14,5%.
Entretanto, esse corte seria mais brando que o esperado inicialmente antes da intensificação do conflito no Oriente Médio.
No cenário doméstico, a expectativa da maior parte do mercado antes do inicio da guerra era de um corte de 0,5 ponto percentual. Agora, segundo o último Boletim Focus divulgado pelo Banco Central, o mercado espera um corte de 0,25 ponto percentual.
O Copom (Comitê de Política Monetária) iniciou o ciclo de cortes da Selic na última reunião, em março, com corte de 0,25 ponto, tirando os juros da casa de 15%, patamar mais elevado em quase 20 anos.
Para especialistas, as projeções de inflação do Copom devem subir de 3,9% para 4,4% em 2026, e aumentar para 3,4% no horizonte relevante — período futuro que o BC toma como referência para suas decisões de política monetária.
Apesar as expectativas de elavação na inflação, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, já havia afirmado que a decisão do BC de manter uma postura conservadora na condução da política monetária colocava o Brasil numa posição mais confortável para lidar com os efeitos da guerra no indicador.
Entretanto, o Tesouro Nacional afirmou recentemente que a intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio em março elevou a aversão ao risco nos mercados, enquanto a alta do petróleo "reforçou expectativa de manutenção de juros elevados nas principais economias", com os juros futuros apresentando elevação no Brasil.
Nos Estados Unidos, especialistas apontam que a inflação continua apertada, e os efeitos da guerra no Oriente Médio só pressionam ainda mais o Fed.
A taxa de inflação anual no país norte-americano saltou para 3,3% em março de 2026, o maior nível desde maio de 2024, impulsionada pelo aumento nos custos de energia e gasolina.
Há ainda um componente político no caso dos EUA, pois esta deve ser a última reunião de Jerome Powell à frente do Fed.
O atual chairman do banco central norte-americano foi indicado por Donald Trump em seu primeiro mandato, e foi mantido no comando pelo democrata Joe Biden.
Mas o momento é de pressão: Trump vem atacando o Federal Reserve por manter uma política monetária restritiva, enquanto seu indicado para assumir o posto de Powell deve assumir em breve.
Mas o cenário de guerra fez até críticos das altas taxas de juros a repensarem a posição do Fed, como o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que defendeu que o Federal Reserve deveria "esperar" antes de reduzir as taxas de juros, à medida que o conflito continua.
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