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A saúde mental deixou de ocupar um papel periférico nas agendas corporativas para se tornar um tema central da gestão de pessoas e dos negócios no Brasil. O movimento ganha contornos regulatórios a partir de maio de 2026, quando entra em vigor a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passa a exigir das empresas a identificação, avaliação e gestão formal dos riscos psicossociais no ambiente de trabalho.
O contexto é de pressão crescente sobre as organizações. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que os afastamentos por adoecimento mental aumentaram 67% entre 2023 e 2024. Apenas em 2024, mais de 440 mil trabalhadores foram afastados de suas atividades por transtornos relacionados à saúde emocional, como ansiedade, depressão e síndrome de burnout — um indicador que impacta diretamente produtividade, custos trabalhistas e sustentabilidade dos negócios.
Publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a revisão da NR-1 amplia o escopo do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), incorporando explicitamente os riscos psicossociais. Entre eles estão estresse ocupacional, sobrecarga de trabalho, metas inalcançáveis, assédio moral ou sexual, conflitos interpessoais, ausência de suporte organizacional e práticas de gestão inadequadas.
A norma estabelece que esses fatores deixem de ser tratados apenas como questões comportamentais ou de clima organizacional e passem a integrar a lógica de prevenção de riscos ocupacionais. Na prática, as empresas deverão adotar medidas efetivas de prevenção, mitigação e monitoramento contínuo, com revisões periódicas e evidências documentadas.
“Agora, o olhar para a saúde mental deixa de ser apenas uma iniciativa voluntária ou pontual e passa a ser uma obrigação legal, integrada à gestão de riscos e à responsabilidade organizacional”, afirma Érika de Castro, gerente de Recursos Humanos da Group Software.
Para os profissionais de Recursos Humanos, a implementação da nova NR-1 traz desafios adicionais. Diferentemente de riscos físicos ou ambientais, os fatores psicossociais são, em grande parte, subjetivos, multifatoriais e fortemente influenciados pela cultura organizacional e pelo estilo de liderança.
“Muitas empresas ainda não possuem dados estruturados sobre absenteísmo por adoecimento emocional, afastamentos por transtornos mentais ou rotatividade associada ao clima organizacional. Sem essas informações, o diagnóstico se torna impreciso e as ações tendem a ser pouco efetivas”, explica Érika.
Outro ponto sensível é a preparação das lideranças. Com a atualização da norma, gestores passam a ter papel central na prevenção dos riscos psicossociais, o que exige capacitação contínua e alinhamento entre discurso e prática. Comportamentos antes tolerados como estilo de gestão — microgestão, pressão excessiva por resultados ou comunicação agressiva — passam a ser reconhecidos como riscos ocupacionais, com potencial de gerar passivos trabalhistas.
Há ainda resistência em parte das organizações em mapear esses riscos ou estruturar canais formais de escuta, por receio de exposição jurídica. A nova NR-1, no entanto, reduz o espaço para abordagens simbólicas e aumenta a exigência por indicadores, evidências e efetividade real das ações adotadas.
Diante desse cenário, a tecnologia desponta como um dos principais instrumentos de apoio ao RH na adequação às exigências regulatórias. Plataformas digitais permitem estruturar processos de escuta contínua, coleta de dados, monitoramento de indicadores e acompanhamento de mudanças comportamentais, oferecendo base mais sólida para decisões gerenciais.
“Pensando nesse novo contexto regulatório, desenvolvemos uma plataforma que apoia a implementação das exigências da NR-1 de forma estruturada”, afirma Érika. Segundo ela, a solução integra recursos de comunicação interna, enquetes e questionários voltados à avaliação de riscos psicossociais, além de funcionalidades que fortalecem a integração entre equipes.
“A proposta é apoiar o RH e as lideranças na identificação precoce de sinais de risco, contribuindo para intervenções mais rápidas e para a promoção da saúde emocional no trabalho”, conclui.
Com a atualização da NR-1, a saúde mental deixa definitivamente de ser tratada como um tema acessório e passa a integrar o núcleo da governança corporativa, reforçando o papel estratégico do RH na gestão sustentável dos negócios.
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