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O sistema previdenciário começou 2026 com novas exigências para quem pretende se aposentar pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As mudanças decorrem da Emenda Constitucional 103/2019 e afetam especialmente as regras de transição, que tiveram atualização automática neste ano. Na prática, a idade mínima progressiva subiu seis meses, e a regra dos pontos passou a exigir um ponto a mais para homens e mulheres.
Para os segurados que vinham planejando a aposentadoria com base nas exigências de 2025, o cenário agora é outro. O próprio INSS informou que, em 2026, a regra dos pontos exige 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens, além do tempo mínimo de contribuição de 30 anos para mulheres e 35 anos para homens.
Uma das mudanças mais relevantes deste ano está na regra da idade mínima progressiva. Nessa modalidade, o tempo de contribuição permanece o mesmo, mas a idade exigida sobe gradualmente ao longo dos anos.
Em 2026, as mulheres precisam ter 59 anos e seis meses de idade, enquanto os homens devem ter 64 anos e seis meses. Segundo o INSS, essa progressão anual continua até atingir o limite de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.
Essa atualização exige atenção de quem estava prestes a pedir o benefício no ano passado, mas não reuniu todos os requisitos a tempo. Como a mudança é automática, o segurado precisa conferir novamente se já cumpre a idade mínima exigida neste ano antes de protocolar o pedido.
Outra alteração importante em 2026 recai sobre a regra dos pontos. Nessa modalidade, soma-se a idade do trabalhador ao tempo total de contribuição.
Neste ano, a exigência passou a ser de 93 pontos para mulheres, com pelo menos 30 anos de contribuição, e de 103 pontos para homens, com no mínimo 35 anos de contribuição. O INSS explicou que a pontuação sobe um ponto por ano dentro da transição criada pela reforma.
Na prática, isso significa que o segurado precisa observar dois critérios ao mesmo tempo: atingir a pontuação mínima e comprovar o tempo mínimo de contribuição. Sem o preenchimento conjunto desses requisitos, o pedido pode não avançar.
Nem todas as modalidades de transição sofreram alteração neste ano. O INSS já havia informado que, em duas regras, as exigências permanecem estáveis: o pedágio de 50%, que não exige idade mínima, e o pedágio de 100%, que pede idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens.
Essas duas possibilidades continuam voltadas aos segurados que já estavam próximos da aposentadoria quando a reforma da Previdência entrou em vigor, em novembro de 2019.
O INSS orienta que o pedido de aposentadoria pode ser feito de forma remota, sem necessidade de comparecimento presencial na maioria dos casos. O segurado pode acessar o portal ou o aplicativo Meu INSS para iniciar o requerimento, acompanhar o andamento do processo e cumprir eventuais exigências documentais.
Antes de protocolar o pedido, o trabalhador também pode usar o simulador disponível no próprio Meu INSS para verificar quanto tempo falta e quais regras de transição se aplicam ao seu caso. O INSS já divulgou esse recurso como ferramenta de apoio para quem quer saber se já tem direito ao benefício ou quanto ainda falta para alcançá-lo.
Quando houver dúvida sobre dados cadastrais, tempo de contribuição ou necessidade de apresentação de documentos, o segurado também pode recorrer à Central 135. O canal funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, no horário de Brasília. Segundo o governo federal, o atendimento eletrônico opera 24 horas por dia, todos os dias da semana.
Esse suporte é especialmente importante em situações com possíveis inconsistências no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) ou em casos que exigem análise mais detalhada da vida contributiva do trabalhador. A orientação oficial é verificar as informações antes do protocolo para reduzir o risco de pendências no processo.
Com as mudanças em vigor, o primeiro passo para quem pretende se aposentar em 2026 é conferir qual regra se aplica ao seu histórico de contribuição. Como a reforma criou diferentes modalidades de transição, a checagem prévia passou a ser decisiva para evitar pedidos feitos antes do momento correto.
Também é importante revisar os vínculos e contribuições registrados no CNIS, reunir documentos que comprovem períodos trabalhados e usar o simulador do Meu INSS para comparar os cenários disponíveis. Nos casos em que houver dúvida sobre enquadramento, carência ou tempo de contribuição, a recomendação oficial é buscar orientação nos canais do instituto antes de formalizar o pedido.
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| Atualizado em: 11/03/2026 11:25 | ||